Segunda-feira, 22 de julho de 2024

PF indicia ministro Juscelino Filho por corrupção

A Polícia Federal indiciou o ministro das Comunicações, Juscelino Filho (União Brasil, foto) por suspeita de desvio de emendas parlamentares, no período em que atuava como deputado federal, para a pavimentação das ruas de Vitorino Freire, no interior do Maranhão, cidade comandada por sua irmã Luanna Rezende.

Juscelino é investigado pelos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção passiva

Segundo a Folha de S.Paulo, o indiciamento é baseado em um relatório da Controladoria-Geral da União (CGU) sobre uma das obras ter beneficiado propriedades da família do ministro.

O documento aponta que a pavimentação de 80% de uma estrada financiada com emendas parlamentares de Juscelino beneficiaria apenas o ministro das Comunicações do governo Lula (PT) e seus familiares.

A CGU também afirma que o trecho entre as propriedades da família do ministro beneficiado com a pavimentação já havia sido favorecido por uma obra de 2,5 milhões de reais em 2017.

A investigação

A investigação começou para as apurar suspeitas de desvios em obras da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) em Vitorino Freire, que foram realizadas pela Construservice, empresa atribuída pela PF ao empresário Eduardo José Barros Costa, o Eduardo DP.

O ministro passou a ser investigado depois de a PF encontrar mensagens trocadas entre ele e Eduardo DP em celular apreendido na Operação Odoacro.

De acordo com os investigadores, as mensagens reforçam a “atuação criminosa de Juscelino Filho”. “Sua função na Orcrim (organização criminosa) era conhecida por todos os membros” do suposto grupo chefiado por Eduardo DP, continuou a PF.

“Resta cristalina a relação criminosa pactuada entre Juscelino Filho e Eduardo DP”, diz um trecho de um relatório da PF divulgado pelo jornal.

O grupo integrado por Juscelino e Eduardo DP é investigado por “suposto desvio ou apropriação e uso indevido de, no mínimo, 835,8 mil reais”.

O relatório final do caso foi enviado para o ministro Flávio Dino, relator do inquérito no Supremo Tribunal Federal e ex-colega de Juscelino na Esplanada dos Ministérios.