Terça-feira, 21 de maio de 2024

Operação do MP prende dirigentes de empresas de ônibus de SP por suspeita de ligação com PCC

Uma operação do Ministério Público de São Paulo prendeu nesta terça-feira (9) dirigentes das empresas de ônibus Transwolff e UPBus, que operam na capital paulista, por suspeita de envolvimento com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).

Até por volta de 11h, três dirigentes ligados à Transwolf, que atua na Zona Sul da cidade, haviam sido presos, e um dirigente da UPBus, que opera na Zona Leste, estava foragido. Um homem que não era alvo da operação, mas estava em um dos endereços onde foram feitas buscas, foi preso por porte ilegal de armas.

Foram presos:

  • Luiz Carlos Efigênio Pacheco, conhecido como “Pandora”, dono da Transwolff. Ele foi preso dentro de casa.
  • Robson Flares Lopes Pontes, dirigente da Transwolff. Ele foi preso na garagem da Transwolff.
  • Joelson Santos da Silva, sócio e representante legal de um escritório contabilidade que, segundo o MP, dava suporte ao esquema da Transwolff. Não foi informado onde ele foi achado.
  • Está foragido:

    • Silvio Luis Ferreira, o “Cebola”, sócio da UPBus.Elio Rodrigues dos Santos. Não era dirigente de nenhuma empresa e não era alvo da operação, mas foi preso em flagrante por porte ilegal de arma em um dos endereços onde foram feitas buscas.

    Ao todo, foram cumpridos 52 mandados de busca e apreensão na operação. As ações ocorreram na capital, Grande São Paulo e em cidades do interior paulista.

    No imóvel de um de Luiz Carlos Efigênio Pacheco, dono da Transwolff, foram encontrados diversos fuzis, revólveres, além de dinheiro e joias.

    Estatal deverá assumir operação de linhas de ônibus

     

    A Justiça de São Paulo determinou ainda que a SPTrans, estatal de transporte coletivo da capital, assuma imediatamente a operação das linhas administradas pelas empresas Transwolff, que atua na Zona Sul, e da UPBus, que administra linhas na Zona Leste.

    Há duas semanas, passageiros quebraram equipamentos do Terminal Varginha II após atraso de mais de duas horas em um das linhas operadas pela Transwolff. Por conta dos atrasos e falhas, a SPTrans tirou seis linhas da empresa e aplicou multa.

    A SPTrans afirma que não há impacto na operação das linhas nesta manhã. A prefeitura da capital diz que irá assumir a operação sem que haja prejuízo à população.

    Juntas, as duas companhias transportam cerca de 15 milhões de passageiros por mês.

    Bloqueio de bens e afastamento de cargos

     

    As decisões judiciais estabelecem também o bloqueio de bens dos investigados, no valor máximo de quase R$ 600 milhões.

    Os dirigentes das empresas devem se afastar dos cargos, e cinco deles, ligados à UPBus, terão de cumprir medidas cautelares – entre elas, a proibição de frequentar a empresa e de se ausentar da cidade sem comunicação prévia à Justiça.

    A operação é realizada pela polícia Militar, pela Receita Federal e pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica, o Cade, órgão vinculado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública que fiscaliza e combate abusos de poder econômico